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junho 16, 2013

.Oceânia ou Oceania?

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Uma amiga fez-me chegar esta dúvida.
Aprendi Oceania na escola primária, mas o melhor nestes casos é pesquisar em várias direções.
O grande Rebelo Gonçalves aconselha Oceânia, considerando a grafia Oceania incorreta. Outras fontes (como o Grande Dicionário, da Porto Editora, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências ou o Ciberdúvidas) vão no mesmo sentido.
CONCLUSÕES:
1. Na norma luso-africana, escreva Oceânia.
2. No português do Brasil, deve optar por Oceania (como aprendi na infância… em Portugal!)

Abraço.
AP

junho 15, 2013

.ENFARTE, ENFARTO ou INFARTO do miocárdio?

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A consulta dos principais dicionários de Portugal e Brasil e do Ciberdúvidas permite concluir que:
a)    Em Portugal, a palavra usada é enfarte, sendo as outras desconhecidas para o falante comum. Nem os dicionários nem o vocabulário do Portal da Língua Portugal registam enfarto. Quanto a infarto, encontramo-lo no dicionário da Academia de Lisboa e no vocabulário do Portal;
b)   No Brasil, a forma mais comum é infarto. No entanto, os três termos são admitidos pela maior parte dos dicionários e pelo VOLP da Academia Brasileira de Letras;
c)    A forma mais próxima da origem no latim (infarctu-) é infarto.
Conclusões:
PORTUGAL
BRASIL
Forma preferencial: enfarte
Variante: infarto
Forma preferencial: infarto
Variantes: enfarto e enfarte
Abraço.
AP


junho 14, 2013

.colorir ou colorar?

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Em Portugal, não é comum ouvir/ler o verbo colorar, exceto nos anúncios com colorantes de cabelos. Os falantes preferem colorir.
Os dois verbos são apresentados como sinónimos nos dicionários de Portugal e Brasil. Sendo o sentido mais habitual “dar cor a”, também podem significar “encobrir, dissimular, disfarçar” (aplicável ao uso de colorantes nos cabelos).
Na etimologia, há diferenças entre as duas palavras:
a)      Colorar vem do latim colorāre. O dicionário Houaiss situa o termo no século XIII, enquanto o Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado, cita um extrato do século XV: “E posto que elRei Dom Pedro dissesse muitas razões a colorar este feito (de assassinar el-Rei vermelho)…”
b)      Em relação a colorir, os dicionários dizem que o verbo entra na língua portuguesa, no século XVI,  através do italiano colorire. José Pedro Machado diz que a palavra vem de color (latim), não referindo o italiano.
Conclusões:
colorir = colorar
 
Abraço.
AP

 

junho 12, 2013

.Qual a origem da palavra FADO?

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Os dicionários situam a origem da palavra no latim fatu- (“destino”). No entanto, como refere José Lúcio, no www.portaldofado.net, “Uma coisa é a palavra Fado, que tem origem no vocábulo fatum (latim) que quer dizer destino e outra é Fado como expressão musical.” O termo fado só surge associado ao género musical que hoje conhecemos na segunda metade do século XIX. O dicionário brasileiro Houaiss indica 1879 como data de introdução do sentido de “canção popular de Portugal, frequentemente de caráter lamentoso, sempre acompanhada pela guitarra portuguesa”.
No Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, José Pedro Machado transcreve um extrato de Eusébio Macário, de Camilo Castelo Branco, 1879, em que a palavra aparece na aceção moderna (“inclinou o tronco sobre o braço da guitarra, e dedilhou uns arpejos… o prelúdio do fado de Coimbra”), acrescentando que “parece que o vocábulo já se empregava com esta aceção por volta de 1820”.
Antes, nomeadamente em Camões, fado surge sobretudo com o sentido de destino, fatalidade.
 
 
 
Abraço.
AP


junho 01, 2013

."Olá, António!" OU "Olá António!"?

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Olá, amigos!
As duas construções mais frequentes nos emails que recebo são estas:
*Olá, António! Tudo bem?
*Olá António! Tudo bem?

1.   A diferença da vírgula parece mínima, mas… faz toda a diferença! Temos aqui uma fórmula de saudação em que é usado o meu nome. O que lhe dá realce? Isso mesmo: A VÍRGULA!

2.   Sintaticamente, estamos perante o vocativo. Com origem no latim vocatīvu, vindo de vocare (chamar), o vocativo indica um apelo, um chamamento, um interpelamento, uma saudação.

3.   Um dos casos, no vasto universo da “virgulação”, em que colocar vírgula é obrigatório é com o vocativo. Ela pode estar:
a)    Antes: “Olá, António!”
b)   Depois: “António, tudo bem contigo?”
c)    Antes e depois: “Olá, António, meu querido amigo!”

4.   No entanto, se o meu interlocutor juntar ó (interjeição gostosa!) ao discurso, não há alteração na pontuação. Como diz o Ciberdúvidas, “a interjeição de chamamento ó é um caso especial, pois ela faz parte do vocativo. Podemos chamar uma pessoa dizendo apenas o seu nome («Paulo, chega aqui!») ou juntando a interjeição ó («Ó Paulo, chega aqui!»). Assim, a seguir a ó não colocamos vírgula, mas a regra de isolar o vocativo é respeitada.

Conclusão:
Assim é que deve ser: “Olá, António! Tudo bem?
Dica: O vocativo é um solitário que não se mistura com outros segmentos da frase. Isola-se, usando a vírgula como escudo protetor…

Um abraço e desejo-vos a todos, meus queridos amigos e leitores, um ótimo fim de semana!
António Pereira.