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julho 28, 2014

.triologia OU trilogia?

Um “conjunto de três seres ou objetos da mesma natureza” é uma trilogia (do grego trilogía). Embora tenhamos a palavra trio (do italiano trio) como sinónimo, “triologia” é uma forma não validada pelos dicionários.
Fonte: http://www.infopedia.pt

CONCLUSÕES:
PORTUGAL e BRASIL
trilogia

Abraço.
AP
Imagem encontrada AQUI.

julho 27, 2014

.Qual a origem da palavra DIZIMAR?

Embora o sentido mais difundido da palavra seja destruir/exterminar, ela vem do latim decimāre e significava “matar uma pessoa em cada dez”. O verbo vem do nome "dízimo" (do latim decimus, "a décima parte", de decem, "dez").
Em épocas do exército romano, quando uma legião era considerada culpada de covardia ou algum outro ato reprovável, ela era “dizimada”: um em cada dez soldados era escolhido para morrer.

Abraço.
AP

julho 25, 2014

.dispender OU despender?


Dispender” não existe!
Embora venha do latim dispendĕre, devido a uma alteração fonética (dis- para des-), despender é a forma correta e consagrada pela norma.
No entanto, as grafias do nome dispêndio (do latim dispendĭu-) e do adjetivo dispensioso (de dispendiōsu-) respeitam as origens, não tendo havido alteração fonética.

Conclusões:
PORTUGAL e BRASIL
despender
Logo:
despendo, despendi, despenderei, etc.
Mas:
    dispêndio
          dispendioso
                dispendiosidade

 
É assim a língua portuguesa: linda... mas “traiçoeira"!
Bom fim de semana para todos os lusofalantes.

AP
Imagem encontrada AQUI.

julho 22, 2014

.Os deputados portugueses dominam a língua portuguesa?

In "Notícias ao Minuto" (22.07.2014)
 
Não conhecia a deputada Catarina Marcelino. Talvez até já tivesse ouvido nome, mas não sabia quem era a senhora.
Há pouco, ao fazer a triagem dos emails dos últimos dias, deparei com a pérola linguística que está no início do artigo.
Além do três erros de ortografia, há ainda alguns de pontuação. É compreensível que a luta dos Antónios dentro da PS dê um acréscimo de nervos aos deputados da respetiva bancada parlamentar, mas francamente! Não podemos “tulerar” tal desvario.

Sou contra a aplicação de castigos, mas o caso pede que abra uma exceção: reguadas na senhora deputada, já!

julho 18, 2014

.desapercebido OU despercebido?

Há pouco, na TVI24, Maria João Rodrigues foi entrevistada.
Indicada pelos meios de comunicação como um dos nomes candidatos a comissário europeu, não se furtou ao autoelogio despudorado, achando que era justo vir a ocupar o cargo. Sem surpresa, seguiu-se o elogio rasgado e sem reticências a Jean-Claude Juncker, recém-eleito presidente da Comissão Europeia. Finalmente, questionada sobre a qualidade do desempenho de Durão Barroso, deu uma no cravo e outra na ferradura.
É caso para dizer que a nossa Maria João a sabe toda?
Em relação à sua possível “promoção”, sim. Mas não no domínio da língua portuguesa. Referindo-se a algo a que as pessoas em geral não prestaram atenção, usou duas vezes a expressão “passou desapercebido”.
Embora existam ambos os termos (desapercebido e despercebido), o seu sentido é diferente. Eis o que diz o Ciberdúvidas:
Desapercebido, particípio passado de desaperceber (des + aperceber), significa: desprevenido; desguarnecido; desacautelado.
Despercebido, partícipio passado de desperceber (des + perceber), quer dizer: que se não viu nem ouviu; a que se não prestou atenção; desacautelado; que não foi notado.

CONCLUSÃO:
Embora haja uma proximidade de sentidos, os factos passam sempre despercebidos. Quanto a Maria João Rodrigues, foi apanhada desapercebida…

Abraço e bom fim de semana!
AP

julho 15, 2014

.Léxico: fermento da imaginação?


Numa época cada vez mais ciber, escrever bem continua a ser um trunfo insubstituível para ter sucesso na vida social e profissional.
Mas o que é escrever bem?
Aplicar regras de ortografia e acentuação? Sem dúvida!
Dominar segredos da morfologia e da sintaxe? Também!
Ser competente nos usos dos sinais de pontuação? Certamente!
No entanto, há um domínio essencial, muitas vezes esquecido: conhecer palavras (quantas mais melhor) e saber utilizá-las com mestria como material de construção do discurso, tanto na oralidade como na escrita.
As palavras despertam em nós emoções, evocam recordações, alimentam sonhos… Se para Confúcio, uma imagem valia mais que mil palavras, estou convencido de que, no nosso mundo saturado de estímulos visuais, a palavra é, cada vez mais, o fermento da imaginação!
Trago hoje à vossa apreciação um recurso disponível online que poderá ser precioso na aquisição de novas palavras. Entre em http://sinonimos-online.com e terá à sua disposição um dicionário de sinónimos, ajuda preciosa para os utentes da língua portuguesa em geral e particularmente interessante para professores e estudantes.
Com o link http://www.sinonimos-online.com/jogos-de-palavras/hangman.html, tenha acesso a um jogo interativo: o “seu treinador de sinónimos”. É só jogar, divertir-se e… aprender!

Abraço a todos.
AP
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