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setembro 30, 2014

.PREFÁCIO e INTRODUÇÃO são a mesma coisa?


Este foi o assunto abordado numa das respostas dadas no Ciberdúvidas esta semana. Embora os dicionários apresentem as duas palavras como sinónimas, podemos dizer que, tecnicamente, o prefácio é equivalente à introdução e vice-versa?

O quadro seguinte mostra que não é assim tão simples…
PREFÁCIO
É um «texto preliminar de apresentação, geralmente breve, escrito pelo autor ou por outrem, colocado no começo do livro, com explicações sobre seu conteúdo, objetivos ou sobre a pessoa do autor» (Dicionário Houaiss, Rio de Janeiro: Instituto Antônio Houaiss/Objetiva, 2001).
INTRODUÇÃO
A introdução, que surge depois do prefácio, mais do que servir «de abertura para uma tese/livro» (idem), é todo «o texto que apresenta as primeiras ideias ou argumentos sobre a matéria que há-de ser desenvolvida num texto mais amplo» (E-Dicionário de Termos Literários, em linha). Esta contém, ainda, o assunto geral ou o tema a tratar, a contextualização do texto, «os principais fundamentos ou argumentos e, em certos casos, uma apresentação da(s) personalidade(s) literária(s) do(s) autor(es)» (idem).
Fonte: Resposta dado no Ciberdúvidas ontem (29-09-14).

Abraço.
AP
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setembro 28, 2014

.proibido ou proíbido?

Antes da Reforma Ortográfica de 1911, escrevia-se assim!

É comum vermos e lermos a grafia "proíbido". Não sendo a forma correta de escrever a palavra, compreende-se o erro.
Com a queda do h na palavra prohibido em 1911, criou-se um hiato "que a ortoépia recomenda ¦u-i¦ em proibido. O que acontece, segundo as normas em vigor, é que como i não é tónico, a diérese do ditongo ¦ui¦~[uj] não se pode fazer com acento gráfico, como, por exemplo, se faz em proíbo, e fica implícito que o leitor tem de fazer a separação em proibido, mesmo que ela não esteja assinalada." (In Ciberdúvidas) 

CONCLUSÃO:
A grafia correta é proibido!

Abraço.
AP

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setembro 26, 2014

.Qual a origem da palavra ARAÇÁ?

Planta esplendorosa no meu quintal. Repare nas sépalas como olhos na ponta dos frutos.

Depois de ontem vos ter proposto uma receita de "araçá com vinho do Porto" (AQUI), trago-vos hoje uma viagem às origens da palavra.
ARAÇÁ é proveniente do tupi ara'sá, que significa “planta que tem olhos”, em alusão às suas sépalas, que dão a aparência de um olho no extremo do fruto.
Nota: O tupi (com origem no tupi tu-u'pi, «pai supremo») designa um ramo linguístico que inclui diversas línguas vivas faladas em vários estados brasileiros e noutros países sul-americanos ramo linguístico que inclui diversas línguas vivas faladas em vários estados brasileiros e noutros países sul-americanos.
Fonte: Infopédia.

Abraço.
António Pereira

setembro 24, 2014

.O acne ou A acne?

 
Uma consulta aos órgãos oficiais da língua portuguesa no Brasil (Academia Brasileira de Letras) e em Portugal (Portal da Língua Portugal) levar-nos-ia a concluir que devemos dizer “A acne”.
Seria uma conclusão lógica, uma vez que a origem da palavra (do grego ákhné, transcrição errónea de ákmé , «erupção facial», pelo inglês acne) determina o género feminino.
No entanto, como o uso do masculino tem vindo a ser aceite, vários dicionários em Portugal (Infopédia e Priberam) e Brasil (Aurélio) admitem os dois géneros como corretos.

CONCLUSÃO:
PORTUGAL e BRASIL
A acne                          mas também…                         O acne
Nota: Recordo que as questões de género nada têm a ver com o Acordo Ortográfico.

Abraço!
AP

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setembro 23, 2014

.Que diferenças há entre DESENXABIDO e ENXABIDO?


A presença do prefixo DES- em DESENXABIDO podia levar-nos a crer que esta palavra seria o antónimo de ENXABIDO. Podia, mão não é, pois os dois termos são… sinónimos!

Explicação apresentada no Ciberdúvidas em 16/6/2014:
De facto, enxabido e desenxabido (insípido, sem sabor) são palavras sinónimas, cujo étimo latino é insapidus. O prefixo de origem latina des-, com o sentido de «separação, ação contrária», pode, no entanto, também exprimir «aumento, reforço, intensidade» (cf. Dicionário Eletrónico Houaiss da Língua Portuguesa): refira-se, por exemplo, o par inquieto/desinquieto, no qual o segundo elemento significa «muito inquieto» (idem). Sendo assim, verifica-se que a adjunção do prefixo des- à palavra enxabido não veicula uma noção de ação contrária, mas, sim, reforça a ideia do que é insípido ou sem sabor.

Um resto de dia com muito sabor para todos!
Abraço.
 
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setembro 20, 2014

.Qual a origem da palavra NÍQUEL?

 
NÍQUEL tem origem no alemão kupfernickel, “literalmente “o demônio do cobre”, de kupfer, “cobre”, mais nickel, “duende, demônio”, uma alteração do nome Nicholas, “Nicolau”.
Isso porque os mineiros que escavavam atrás de veios de cobre encontravam em seu lugar o níquel, e por isso eles diziam que este afugentava o cobre como se fosse um demônio.
Não se sabe por que, mas o nome Nicholas se aplica ao demônio há vários séculos. Ainda hoje em Inglês ele pode ser chamado de Old Nick.

Abraço.
AP
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setembro 18, 2014

.As siglas, acrónimos, símbolos e abreviaturas têm plural?


As siglas e acrónimos são constituídas pelas letras iniciais de duas ou mais palavras, sendo válidas tanto para o singular (uma ONG) como para o plural (duas ONG), pelo que não se justifica a junção do s para formar o plural.

MAS...
1. É frequente vermos o s no plural em siglas e acrónimos. Não sendo lógico pelo exposto no parágrafo inicial, este procedimento não é condenado pelas regras da nossa ortografia e o texto do Novo Acordo não aborda a questão.
2. Nenhuma das fontes que consultei aceita a introdução de apóstrofo (CD's ou PME's), considerando o seu uso desprovido de qualquer lógica.

Informações complementares:
1. Siglas e acrónimos:
a) Enquanto nas siglas se pronuncia cada letra separadamente (CD - "Cêdê"; BBC - "Bêbêcê"), os acrónimos dizem-se de forma contínua como se de palavras se tratasse (Unicef - "Unicefe"; NASA - "Naza");
b) Quando referidas pela primeira vez num texto, devemos escrever primeiramente a forma por extenso, seguida da sigla entre parênteses, sobretudo se se tratar de uma sigla ou acrónimo menos comum;
c) As siglas escrevem-se sempre com maiúscula, enquanto nos acrónimos com quatro ou mais letras apenas a primeira letra se escreve com maiúscula como em Unicef Gestapo;
d) Não se usam pontos a separar as letras das siglas e acrónimos.
2. A abreviatura é um conjunto de letras que fazem parte de uma palavra e a representam na escrita: sr. (senhor), adj. (adjetivo), abrev. (abreviatura), etc. (et caetera/et cetera). Em muitas abreviaturas, as flexões em género e em número são incontornáveis: Exmos. Srs., Dr.ª, Prof.ª.
3. No símbolo, resultado de uma convenção, uma ou várias letras representam um conceito: km (quilómetro), ºC (grau Celsius), Au (ouro), V (volt).
Importante: os símbolos não levam ponto (.) nem admitem plural.

CONCLUSÕES sobre a pluralização:
a) nos símbolos não tem sentido;
b) nalgumas abreviaturas, é um procedimento inevitável;
c) sendo admissível nas siglas e acrónimos, a opção mais segura é não o fazer: as PME, os CDROM, os CD, as ONG...
Nota 1: No Brasil, há maior abertura em relação à formação do plural com junção de s  nas siglas e acrónimos.
Nota 2: Sobre os símbolos, tem um artigo bastante completo AQUI.
 
Fontes: http://www.ciberduvidas.com, www.flip.pt e http://www.soportugues.com.br

Abraço.
AP
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setembro 12, 2014

.Qual a origem da palavra CRISE?

 
A palavra CRISE vem do grego krísis, pelo latim crĭsis. Usada especialmente na medicina, significava “fase decisiva de doença” (para a cura ou para a morte), "momento de decisão, de mudança súbita”.
Fontes: Infopédia e Ciberdúvidas.

Abraço e boas soluções para a CRISE!
AP

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setembro 07, 2014

.espécie, espécime ou espécimen?


Podemos encontrar as três palavras nos dicionários, mas não são sinónimas…

espécie
espécime e espécimen
O grupo
(conjunto de seres muito semelhantes)
O indivíduo
(exemplar de uma espécie)
Exemplo: O lince ibérico é uma espécie ameaçada.
Exemplo: O macho L12 é um espécime a manter sob observação.
 
Nota: No plural, em escimen, o acento tónico avança uma sílaba: espemenes.

Abraço.
AP
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setembro 06, 2014

.parênteses OU parêntesis?


As duas palavras estão registadas nos dicionários e são sinónimas, embora seja mais comum a utilização de parêntese(s).
Enquanto parênteses tem uma forma no singular (parêntese), parêntesis tanto é singular como plural.

CONCLUSÃO:
PORTUGAL e BRASIL
parêntese(s) OU parêntesis
Nota: Ambos os termos têm origem no grego parénthesis (significando "interposição"), pelo latim parenthĕse-. Podemos dizer que parênteses é a forma aportuguesada.

Abraço.
AP
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setembro 05, 2014

.SUÍTE ou SUITE?

 
Em Portugal, na publicidade de viagens, encontramos as duas grafias. É legítimo o seu uso?
A. SUÍTE é correto tanto em Portugal como Brasil. Tendo origem no latim sĕquitus, pelo francês suite, o acento é obrigatório para desfazer o ditongo. Como determinam a reforma ortográfica de 1945 (1943 no Brasil) e o AO90, “As vogais tónicas grafadas i e u das palavras oxítonas e paroxítonas levam acento agudo quando antecedidas de uma vogal com que não formam ditongo e desde de que não constituam sílaba com a eventual consoante seguinte, excetuando o caso de s”.
B. Quanto a SUITE, a Academia Brasileira de Letras não admite a grafia, enquanto o Portal da Língua Portuguesa a regista como estrangeirismo.

CONCLUSÕES:
PORTUGAL
BRASIL
SUÍTE
e
SUITE
(escrito entre aspas ou em itálico)
Apenas SUÍTE

Abraço.
AP

 
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setembro 03, 2014

.AQUICULTURA ou AQUACULTURA?

Imagem tirada ontem na nascente do rio Alviela (distrito de Santarém). Excelente praia fluvial!

Sempre disse e escrevi AQUACULTURA. No entanto, perante a oscilação AQUICULTURA/AQUACULTURA que tenho encontrado nas peixarias dos supermercados, resolvi aprofundar o assunto.
A. AQUACULTURA é uma grafia correta e resulta da junção AQUA- (água) + CULTURA.
B. AQUICULTURA também é uma escolha adequada. Forma-se a partir de AQUI- (elemento de formação de palavras, com origem em aqua-, que exprime a ideia de água, aquático) + CULTURA.

CONCLUSÃO:
AQUACULTURA ou AQUICULTURA
Designa a “cultura em água” e a “criação de peixes, crustáceos, etc., em viveiros aquáticos”.
Fonte: Infopédia

Abraço.
AP

setembro 02, 2014

.Sabia que existe a palavra REPÚBLICO?


Embora o termo “república” seja do conhecimento de todos, o mesmo não acontece com REPÚBLICO. Pode ser nome (substantivo) ou adjetivo.

REPÚBLICO
nome
  adjetivo
1. aquele que se interessa pelo bem público
2. partidário do regime republicano; republicano
3. na gíria académica, estudante de Coimbra que vive numa república
. referente ao interesse geral dos cidadãos
 
Fonte: www.infopedia.pt

Abraço.
AP
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